O desespero de Jorge Jesus no camarote (estava castigado) foi evidente quando a tv mostrou o treinador sportinguista de mãos levantadas ao céu depois da equipa de Ricardo Soares ter marcado o único golo da partida perto do final.
A Taça era o único troféu que dava grandes garantias ao Sporting de poder chegar à final, primazia que agora pertence apenas ao Chaves, Covilhã ou Vitória, Estoril, Leixões ou Benfica.
O resultado alcançado por Ricardo Soares vai fazer correr ainda muita tinta e, certamente, fará rolar cabeças e originará desemprego para os lados de Alvalade.
No espaço de dois dias o Sporting não conseguiu vencer em dois jogos a equipa do ex-treinador do Vizela.
PARA MEDITAR
A transferência de Ricardo Soares, o mês passado, do Vizela para o Chaves pode dar espaço a grande meditações considerando que o treinador que devolveu o Vizela à II Liga e que apenas por um erro de arbitragem não foi campeão nacional do Campeonato de Portugal (título que ficou para o Cova da Piedade nas grandes penalidades), estava a passar uma fase menos boa no Vizela.
Os adeptos menos tolerantes às graves lesões que afetaram jogadores vitais do ataque e a outras limitações de um plantel criado à base de jogadores que o ano passado competiam num campeonato não profissional, estavam a tornar o trabalho difícil ao treinador do Vizela. Ao ponto que Ricardo chegou a dizer numas das suas últimas conferências de imprensa que os adeptos não gostavam dele e que era muito difícil ser treinador em Vizela.
O convite do Chaves foi uma espécie de Euromilhões que saiu a Ricardo Soares pois livrou-o da pressão que estava a sentir em Vizela e colocou-o no mais alto patamar do futebol português. E se alguém duvidava das suas capacidades atente-se nos resultados que conseguiu em quatro jogos na Liga e Taça: duas vitórias: Sporting e Estoril e dois empates, um com o Sporting e outro em casa do Rio Ave.
E com presença nas meias finais da Taça de Portugal garantida.
Dá que meditar. Sobretudo para aqueles que estando a passar um mau bocado não acreditam que de um momento para o outro tudo se pode transformar para melhor. Está aqui um bom exemplo.